O Líder do Conselho

A importância do Conselho de Administração ou Conselho Consultivo como principal agente das boas práticas de Governança Corporativa nas empresas e indiscutível.

Entretanto, o bom desempenho  dos Conselhos como agentes definidores das estratégias empresariais e como monitoradores do seu desempenho, depende não apenas da qualidade dos seus conselheiros integrantes, mas fundamentalmente da atuação do seu líder, coordenador ou presidente, não importa a denominação que receba.

É de extrema importância que os conselheiros, ao elegerem o líder  do conselho, estejam especialmente atentos a algumas habilidades e experiências que não podem faltar a quem terá a responsabilidade de conduzir as reuniões e possibilitar que o grupo de conselheiros tenha, no seu conjunto, uma atuação dedicada e eficiente, não apenas de forma individual, mas trabalhando em conjunto, em benefício da empresa.

Muitos conselhos são formados por conselheiros experientes ou ex-executivos, que representam a sua parcela de capital ou são nomeados para representar a de terceiros. Em empresas de caráter e controle familiar, no entanto, por vezes os integrantes ou representantes no conselho são pessoas com diversas habilidades, mas nem sempre tem um perfil absolutamente adequado. Nesses casos, vale ter presente alguns requisitos importantes, no momento de escolha de um conselheiro ou representante do núcleo familiar cotista ou acionista.

O primeiro requisito para um bom líder de conselho é deter a habilidade de relacionamento e conduzir os conselheiros para um diálogo equilibrado durante os debates sobre as matérias da pauta, não permitindo que haja o monopólio da palavra por alguns e propiciando que todos possam se manifestar de forma adequada.

Em segundo lugar, é importante que o líder do conselho domine de forma clara a estratégia central do negócio e os principais aspectos da operação, para que possa opinar e conduzir as análises e discussões com critério e discernimento.

O líder do conselho deve minimizar ao extremo os interesses pessoais e atuar de forma independente em favor das melhores decisões para o negócio, agindo de forma leal e transparente com os demais conselheiros e principalmente com o principal executivo, pois cabe ao líder ser o porta voz do conselho junto à administração do negócio.

Por fim, dentre tantos outros aspectos importantes, talvez o mais relevante a ser destacado é o de ser um líder preocupado com a formação de novas lideranças, bem como um exemplo de transparência, integridade e independência, não apenas para os demais conselheiros, como também para a equipe de executivos e demais partes relacionadas com o negócio.

Kleber B. Ziede, Economista e Conselheiro Independente

Sobre kleberziede

Economista, Pós graduado em Planejamento e Gestão , Pós graduado em e Administração Financeira, Especialista em Governança Corporativa, Sócio Sênior da KMZ Associados
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