Prazo para aposentadoria de executivos: boa prática de gestão ou discriminação?

Este é um dos temas da pauta da reunião do Conselho de Administração da Vale do Rio Doce, empresa mineradora de controle estatal, que foi matéria do Jornal Valor Econômico desta semana.

Dentre as boas práticas de Governança Corporativa nas empresas, está o Planejamento Sucessório aos cargos de direção, em espacial aos cargos de presidente e diretoria executiva.

Esta prática visa estabelecer um ciclo de aproveitamento da capacidade de gestão dos profissionais, combinada com o princípio da renovação do quadro de dirigentes, que está, por sua vez, alinhado com o princípio da perpetuidade do negócio e do patrimônio da sociedade.

O professor John Davis, especialista em empresas familiares nos ensinou que o ciclo de vida das empresas se assemelha aos ciclos de vida das famílias, que se sucedem ao longo das gerações, cada ciclo coincidindo com a finitude humana.

Não podemos pensar em renovação e oportunidade de formação e sucessão para as novas gerações se não organizarmos o processo de sucessão, estabelecendo inclusive um limite de idade para que executivos permaneçam em seus cargos. Não podemos pensar em abrir espaço para os jovens executivos se não estabelecermos um novo posicionamento para os executivos que se retiram.

A chamada aposentadoria dos executivos, seja aos 65 anos seja aos 68 anos, significa abrir espaço para os novos talentos executivos e, ao mesmo tempo, promover os executivos que se retiram a uma nova posição ou desafio profissional, seja em um Conselho de Administração, ou outro órgão do Sistema de Governança Corporativa da empresa, onde ele continuará contribuindo, agindo de forma mais estratégica e auxiliando aos mais jovens no processo de tomada de decisões, sem que tenha que enfrentar as duras agendas e jornadas de um executivo.

Estrategicamente, as empresas precisam investir de forma sistemática e planejada na formação de novas lideranças e novos executivos, capazes de dar continuidade aos planos de crescimento e de geração de valor ao negócio.

Longe de ser, portanto, uma discriminação, o limite para a aposentadoria de executivos é um componente importante dentro do processo de planejamento sucessório das empresas e um compromisso com as futuras gerações.

Kleber B. Ziede – Economista e Sócio da KMZ Associados

Sobre kleberziede

Economista, Pós graduado em Planejamento e Gestão , Pós graduado em e Administração Financeira, Especialista em Governança Corporativa, Sócio Sênior da KMZ Associados
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